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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Riscos e Catástrofes Naturais

As CATÁSTROFES NATURAIS são fenómenos físicos que resultam em elevadas perdas materiais e humanas, e alteram a superfície terrestre. As consequências destas podem variar de acordo com a concentração humana nos locais da sua ocorrência bem como com tipo de construção e o respeito pela dinâmica natural do local.

a considerar:

INUNDAÇÕES OU CHEIAS
Cheias de 1909 - Porto, Portugal
FONTE: http://dasmargensdorio.blogspot.com/2009_03_01_archive.html

SECAS PROLONGADAS
Rio Piaui, Nordeste do Brasil
FONTE: http://sosriosdobrasil.blogspot.com/2008/11/desespero-da-seca-piau-gua-sem.html

As secas prolongadas podem levar à desertificação dos lugares. Perdem-se culturas e gado, reduz-se a qualidade da água e aumenta o risco de incêndio.

MOVIMENTOS DE VERTENTES (DESABAMENTO, DESLIZAMENTO)

Muitas vezes são consequência de elevados períodos de chuva, concentrada no tempo e no espaço.
Rio de Janeiro, Brasil, 2011
FONTE: http://televisao.uol.com.br/ultimas-noticias/2011/01/20/caminhos-da-reportagem-exibe-especial-sobre-as-chuvas-no-rio-de-janeiro.jhtm


VAGAS DE FRIO OU DE CALOR (clica para ver a reportagem)
Registam-se temperaturas anormalmente elevadas ou reduzidas para determinada época do ano.

FONTE: http://turma8d10.wordpress.com/2011/03/29/vagas-de-frio-o-que-sao/

SISMOS
FONTE: http://drkrainbowcave.blogspot.com/2009_12_01_archive.html

ERUPÇÕES VULCÂNICAS
FONTE: http://www.k12.hi.us/~bcullen/t3homepage.html

Destroem culturas agrícolas. Estão normalmente associadas a abalos sísmicos e consequente destruição de infraestruturas.

FURACÕES
FONTE: http://mceer.buffalo.edu/publications/bulletin/08/22-01/21viewsexpanded.asp

Antes e depois de um tornado...
FONTE: http://mceer.buffalo.edu/publications/bulletin/08/22-01/21viewsexpanded.asp

MAREMOTOS OU TSUNAMIS
FONTE: http://joaorbranco.blog.com/2011/03/11/sismo-no-japao/

Dinâmica do Litoral

Existem dois tipo de costa:

1- Costa ALTA: ARRIBA
FONTE: Bruno Abreu, www.olhares.com
Espinhaço, Azoia, Cabo da Roca, Portugal
arquivo pessoal

2- Costa BAIXA (arenosa ou rochosa): PRAIA
Monte Gordo, Algarve, Portugal
arquivo pessoal


Erosão marinha: acção de desgaste, transporte e acumulação do mar sobre o litoral. Depende da natureza dos afloramentos rochosos existentes e da intensidade da acção erosiva do mar. A actividade humana também influencia o aspecto da linha de costa, tal como os movimentos tectónicos e as alterações climáticas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Relevo: Bacias hidrográficas

Os rios percorrem o seu leito da nascente (de montante) até à foz (para jusante).

A Rede Hidrográfica é o conjunto do rio principal e seus afluentes.

A Bacia Hidrográfica é a área drenada pela rede hidrográfica.

FONTE: http://10-1-modulosrecorrente.blogspot.com/2009/03/bacias-hidrograficas_20.html

O regime do rio pode ser regular ou irregular. Alguns rios secam no Verão!
O leito de cheia ou de inundação do rio fica ocupado em situações de períodos de precipitação elevada ou anormal e rápida.
O leito de estiagem é o menor e aquele que fica ocupado em situações de Verão ou em períodos mais secos.
Nas estações intermédias o rio ocupa o leito normal.
FONTE: http://10-1-modulosrecorrente.blogspot.com/2009/03/bacias-hidrograficas_20.html


O caudal do rio é a quantidade ou volume de água que passa em determinada secção do rio num determinado período de tempo (l/s ou m3/s)

Perfil Transversal é a linha que resulta da intersecção de um plano vertical e perpendicular ao vale num determinado ponto do curso do rio.

Perfil Longitudinal linha que representa a união de todos os pontos do fundo do leito do rio desde a nascente à foz.


FONTE: http://www.prof2000.pt/users/elisabethm/geo8/rios2.htm

FASES DA EROSÃO

1- DESGASTE

O curso superior do rio corresponde ao Vale em garganta ou V fechado. (Canyon) Leito com forte declive e águas a grande velocidade.
El Chorro, Málaga, Espanha (Canyon)
arquivo pessoal

2- TRANSPORTE
O curso médio pode ser apelidado de V aberto ou U. As vertentes recuam devido à erosão das margens.

3- ACUMULAÇÃO
O curso inferior tem pouco declive e a velocidade das águas é reduzida e o vale aberto, plano ou caleira aluvial caracteriza-se pela acumulação de sedimentos num vale largo e de margens baixas.

PRINCIPAIS FORMAS DE RELEVO


Convém saber localizar e assinalar num mapa as principais formas de relevo do Mundo.
A destacar (alguns exemplos):
- Alpes
- Montes Urais
- Cáucaso
- Balcãs
- Andes
- Montanhas Rochosas
- Montes Apalaches
- Montes Atlas
- Himalaias
- Grande Cordilheira Divisória

PRINCIPAIS TIPOS DE RELEVO

PLANÍCIE

Castilla La Mancha, Espanha
arquivo pessoal

PLANALTO

Monte Hombori, Mali
fonte: http://www.hombori.org/english/home/index.html

MONTANHA


Picos da Europa, Espanha
arquivo pessoal

VALE


Vale glaciário do Zêzere, Serra da Estrela, Portugal
arquivo pessoal

EXERCÍCIOS

CLIMA IV

CLIMAS E BIOMAS

O Clima depende dos elementos e factores de clima e este vai determinar o tipo de vegetação existente no lugar.
Se o lugar tiver muita precipitação a vegetação vai ser mais densa e diversificada. Consoante a sua latitude poderá não ter estações do ano ou variação dos estados do tempo ao longo deste. No clima equatorial só existe uma estação do ano: quente e húmida.

O bioma engloba as formações vegetais e a fauna do lugar.

CLIMAS QUENTES


A floresta equatorial é muito densa, tem vários níveis de estratificação (árvores de grande , média e baixa altura, arbustos, lianas, epífitas,...) e tem folhagem persistente e verdejante todo o ano. Dificulta a passagem e sobrevivência do homem. Os animais são de pequeno porte: macacos, aves, e insectos transmissores de doenças graves.
Conforme nos afastamos do Equador em latitude a vegetação vai sendo menos abundante e menos alta até aos trópicos (deserto). Nesta zona existe vegetação xerófila, como os cactos, adaptados a condições extremas de secura, vegetação carnuda e espinhosa.

CLIMAS TEMPERADOS


O mais chuvoso dos climas temperados (marítimo) tem uma grande variedade de árvores de folha caduca (caem no Outono) e arbustos densos. Da destruição desta floresta resultam prados, verdejantes e rasteiros. Na floresta mediterrânica (muito desbastada pelo homem) as espécies têm folhagem dura e persistente com raízes profundas para resistir ao Verão quente e seco.
No clima temperado continental surge a floresta de coníferas (copa cónica e persistente) adaptada à precipitação sob a forma de neve e também floresta mista de folha caduca.

CLIMAS FRIOS


Nos pólos a formação vegetal é pouco extensa porque a precipitação é reduzida, tal como a temperaturas (durante 6 meses é de noite), e o permafrost (solo permanentemente gelado) impede a formação de vegetação: apenas existem musgos e líquenes. No Norte vivem os ursos polares e no Sul os pinguins.
No clima subpolar aumenta ligeiramente a precipitação e a temperatura o que facilita o desenvolvimento da floresta de pinheiros, abetos e bétulas.

SOL DA MEIA-NOITE

Devido à inclinação da Terra sobre o seu eixo imaginário os pólos recebem reduzidas quantidades de energia solar durante o Inverno. Mesmo no Verão as temperaturas são reduzidas mas é possível ver o sol à meia-noite porque este nunca baixa além da linha do horizonte.

CLIMA III

ESTADO DE TEMPO E CLIMA

O estado de tempo é momentâneo e é caracterizado pelo estado da atmosfera em determinado lugar, resultado da conjugação de vários elementos do clima.

O clima é uma sucessão habitual de estados de tempo, caracterizado por valores médios de vários anos, normalmente 30 anos.

ELEMENTOS DE CLIMA
todos os elementos meteorológicos que caracterizam o clima de uma determinada região: temperatura, precipitação, pressão atmosférica, rumo e intensidade do vento, humidade do ar, insolação e nebulosidade.

CIRCULAÇÃO GERAL DA ATMOSFERA

A distribuição dos principais centros de pressão atmosférica no globo dá origem a ventos dominantes: Alísios, de Oeste e Polares de Leste. Estes sopram sempre das altas para as baixas pressões atmosféricas.



a pressão atmosférica é a força que o ar exerce sobre por unidade de superfície terrestre. Mede-se em milibares (mb) ou hectopascais (hPa). A pressão normal é de 1013 mb.
As altas pressões também se denominam por anticiclones e originam tempo seco porque o ar é descendente e nesse movimento aquece.

As baixas pressões podem também apelidar-se de depressões ou ciclones e originam tempo chuvoso porque o ar é convergente à superfície e é obrigado a ascender, transportando consigo vapor de água, que arrefece na ascensão em altitude e condensa, formando nuvens e originando precipitação quando saturado.


Junto ao Equador existe a faixa de baixas pressões equatoriais que resulta da convergência dos ventos alísios que, conjuntamente com elevados valores de temperatura média (> 25ºC), dão origem a muita evaporação e elevados valores de precipitação, todos os dias, todo o ano. Este gráfico representa um clima equatorial: podemos dizer que a temperatura varia pouco ao longo do ano, havendo portanto uma fraca amplitude térmica. a precipitação é elevada todo o ano e não existem meses secos.


Nos climas desérticos quentes a temperatura é elevada mas a amplitude térmica é reduzida a moderada devido ao movimento de translação da Terra. Todos os meses são secos.

CLIMA II

FACTORES DE CLIMA (alteram/influenciam o clima)

1- Latitude
A distância ao Equador determina a distribuição zonal e anual da temperatura. Devido à superfície esférica da Terra a zona equatorial está exposta de forma mais directa à radiação solar e há maior aquecimento. Junto aos pólos o sol incide de forma mais oblíqua e aquece uma superfície maior mas de forma menos incidente.

2- Relevo (Altitude e orientação geográfica)
Com a altitude a precipitação aumenta (até aos 3000 m) e a temperatura desce.
As vertentes voltadas a sul são mais soalheiras e mais quentes no Hemisfério Norte e o inverso acontece no Hemisfério Sul.

3- Proximidade do mar/continentalidade
Nos lugares próximos do mar, devido à maior humidade do ar, existem menores amplitudes térmicas (diferença entre a temperatura máxima e a temperatura mínima). São lugares mais amenos. No inteiror, o ar é mais seco e os Invernos mais frios e o Verão mais quente (são lugares com temperaturas mais rigorosas todo o ano).

4- Correntes marítimas
Em lugares influenciados por correntes frias há fraca evaporação o que os torna mais secos. As correntes quentes tornam os lugares mais chuvosos devido ao aumento da evaporação.

CLIMA

Existem 3 principais tipos de clima:

1 - QUENTES: equatorial, tropical húmido, tropical seco, desértico quente.
2 - TEMPERADOS: mediterrânico, continental e oceânico ou marítimo.
3 - FRIOS: polar, subpolar, de altitude ou montanha.

Tipos de clima


Os ELEMENTOS DE CLIMA permitem caracterizar o clima. Os principais são a temperatura e a precipitação cuja variação anual dos valores médios e totais, respectivamente, são representados nos gráficos termopluviométricos.

Gráfico termopluviométrico do clima temperado mediterrânico

Este gráfico mostra uma variação do estado do tempo ao longo do ano. Chove mais nos meses mais frios e os meses quentes são mais secos. Quando as barras da precipitação estão abaixo ou ao nível da linha da temperatura isso significa que esses meses são secos. Dos climas temperados, o mediterrânico é o único que apresenta meses secos. O continental é mais frio e o marítimo mais chuvoso.

O clima quente mais chuvoso é o equatorial, em que a temperatura é elevada todo o ano e os meses são sempre muito chuvosos e húmidos. No desértico, todos os meses são secos e nos tropicais a distinção é feita através da contagem dos meses secos. Mais de 6 é tropical seco, menos de 6 é tropical húmido. Se tiver 6 meses secos e 6 meses húmidos é tropical de monção.

Os clima frios classificam-se assim pelos reduzidos valores de temperatura média mensal e anual. o clima polar é muito frio e tem reduzida ou quase nula precipitação. No subpolar esta aumenta um pouco e no de montanha tanto a temperatura como a precipitação variam consoante a altitude. A variação da temperatura com a altitude denomina-se por gradiente térmico vertical (a Temperatura desce, em média 6,5ºC por cada 1000 metros de altitude).